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A pandemia, o Dia da Advocacia e nosso papel na sociedade
Por João Paulo Borges Chagas

Que ano desafiador estamos vivendo. Todos os setores da sociedade foram, de alguma forma, afetados pela pandemia do novo Coronavírus. Na advocacia não foi diferente.
Dentro do aspecto social, a advocacia vem se apresentando como um estabilizador, vigilante nos cuidados e na defesa dos preceitos democráticos. Já no âmbito profissional, não há dúvida que a advocacia está enfrentando uma situação delicada, uma necessária transformação aguda.

Com a crise econômica e a consequente instabilidade e insegurança gerada pela pandemia, os serviços jurídicos têm sido ainda mais requisitados. Paralelamente a isso, há uma série de alterações legislativas impostas pelo momento, que exigem uma atualização constante dos advogados.

Devido às medidas de enfrentamento ao Covid-19, aliadas ao fato da indispensabilidade e essencialidade da advocacia neste período, a utilização de novos meios tecnológicos, a gestão de home office e o contato remoto passam a ser pontos determinantes no exercício da profissão.

Gerenciamento administrativo, networking e muita intimidade com a tecnologia agora são essenciais. As sessões virtuais evidenciam isso.

O que muitos advogados tradicionalistas sempre condenaram está sendo realizado à força neste momento: a inteligência artificial ganhando terreno de maneira exponencial.

E a advocacia tem que enfrentar essas mudanças como sempre fez diante de todos os desafios históricos: estudando.
Neste 11 de agosto, o calendário é reservado às comemorações do Dia da Advocacia. A data é uma homenagem à criação dos dois primeiros cursos de Direito do Brasil, em 1827.

A informação é relevante, justamente porque o advogado é, antes de tudo, um eterno estudante. Um cientista jurídico e social na mais perfeita acepção do termo.

A excelência da formação dos advogados, desde o século XIX até os dias atuais, sempre foi o caráter de distinção da profissão. A honraria a nós conferida vem do sentimento de que o advogado estudou e trilhou um difícil caminho, sendo capaz de entender as mais complexas questões sociais e, a partir dessa compreensão, ser o agente de suas soluções.

As lutas da Advocacia são imensas e, hoje em dia, envolvem desde questões como remuneração, condições de trabalho, valorização de nossa imagem frente à comunidade, adaptação às novas tecnologias, até a defesa da Democracia.

Assim, para mim, é uma grande honra e responsabilidade estar à frente da OAB em São Caetano, representando esta nobre classe profissional. As constantes crises que enfrentamos no país têm levado à vulnerabilidade dos direitos civis e políticos, cabendo à Ordem dos Advogados batalhar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pela defesa da Constituição, da ordem jurídica, dos direitos humanos e da justiça social.

Militamos, dia após dia, na defesa e estrita observância do Estado Democrático de Direito. Somos, por excelência, os guardiões dos valores democráticos e republicanos. Daí a importância da comemoração que nos revigora e estimula a perseverar.

Celebremos, então, o 11 de agosto não só pela festividade profissional, mas por todas as conquistas que a Advocacia participou e implementou na história do nosso país.

Sigamos na luta!
Feliz 11 de agosto!

João Paulo Borges Chagas, Presidente da OAB São Caetano do Sul.